IPT, CTI Renato Archer, ITA e Senai lançam proposta para criação de Hub de Manufatura Aditiva


Coordenadores do hub em mesa de abertura do eventoCom o objetivo de concentrar empresas, ICT’s e outros atores do sistema para promover a difusão de tecnologias de manufatura aditiva, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), o CTI Renato Archer, Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e o Instituto Senai estão criando um hub de Manufatura Aditiva. A ideia do projeto é fortalecer o ecossistema de inovação no país e incentivar a P&D da área.

O pesquisador do IPT e um dos coordenadores do projeto, Daniel Bayerlein, explica que a expectativa é que o Hub MA se torne um núcleo facilitador da adoção da Manufatura Aditiva, por meio do mapeamento de informações, treinamentos, organização de eventos e de test-drives de tecnologia, criação e manutenção de redes de contatos, entre outros. 

Para isso, desde março de 2018, o projeto vem reunindo representantes do setor para verificar os desafios enfrentados e criar soluções que alavanquem o ramo de Manufatura Aditiva. Exemplo disso foi o workshop realizado no dia 10 de maio, no IPT, para definir as atividades do hub e discutir processos importantes da plataforma, tais como formas de financiamento de projetos que poderão ser realizados conjuntamente pelo hub. O evento reuniu mais de 60 representantes de empresas, Institutos de Pesquisa e Universidades de diversas regiões do país.

Na abertura deste evento, o diretor do CTI Renato Archer, Jorge Vicente Lopes da Silva mostrou dados que mostram o crescimentoO diretor do CTI Renato Archer, Jorge Silva, em fala de abertura, durante o evento da tecnologia de manufatura aditiva no mundo e ressaltou a importância do setor brasileiro se organizar para que tais tecnologias ganhem mais espaço e sejam mais competitivas no mercado.

Nesse mesmo sentido, o pesquisador do Instituto Senai de Joinville (SC), Henrique Oliveira, acredita que o hub será uma peça-chave para promover a interação necessária para organizar os responsáveis pela produção tecnológica na área e se preparar para as mudanças que o mercado demanda.

Durante o workshop foi criado um comitê de estruturação do hub com representantes de todas as áreas abrangidas pela cadeia (fornecedores, empresas usuárias de MA e ICT’s). Este comitê irá buscar dar celeridade ao processo de formação do hub e ao início das atividades, além de buscar alternativas para o financiamento do projeto. 

Benefícios para a cadeia:

Para as empresas usuárias de MA, a expectativa é a de que o HUB consiga oferecer redução dos custos de monitoramento de tecnologias, avaliação de técnicas, identificação de oportunidades de aplicação, acesso mais fácil ao desenvolvimento e testes de produtos, além da minimização dos riscos de adoção da tecnologia por meio do uso de laboratórios das ICT’s associadas.

Quanto aos fornecedores de produtos e serviços, o hub pretende oferecer ferramentas para acelerar o processo de adoção de manufatura aditiva através do maior compartilhamento de informação; aumentar a interação dos fornecedores com os Institutos de Ciência e Tecnologia para a formação de mão de obra para desenvolvimento de produtos; e diminuição das barreiras da difusão da tecnologia.

Já para as ICT’s e universidades a expectativa é que o hub consiga incentivar as pesquisas em MA, por meio da interação das Instituições com o ecossistema; promover o treinamento e a formação de docentes e pesquisadores em MA; introduzir as ciências e tecnologias de MA nos cursos de graduação e de pós-graduação do país.

Para participar:

As ICT’s, fornecedores de Manufatura Aditiva, usuários da tecnologia, além das agências de fomentos interessadas em participar das próximas atividades do HUB MA, devem entrar em contato com Daniel Bayerlein pelo e-mail: daniellb@ipt.br .

Pesquisador falando para uma plateiaGrupo em discussão no eventoOs quatro coordenadores do projeto