CTI desenvolve metodologia de avaliação de Cidades Inteligentes


Pesquisadores do Politic em mesa de reunião O CTI Renato Archer, unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), está desenvolvendo uma metodologia de avaliação de maturidade para cidades inteligentes. Baseada em critérios definidos pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), a proposta é ter um modelo padronizado e contextualizado para todo o Brasil.

A metodologia de avaliação estará disponível num sistema online em desenvolvimento pelo CTI Renato Archer e a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), entidades que estão somando competências neste projeto. Os resultados deste trabalho em conjunto irão subsidiar o MCTIC e o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) na implantação da Política Nacional de Cidades Inteligentes  alinhada às políticas de desenvolvimento regional e urbano.

No CTI, o projeto será conduzido pela equipe do Laboratório de Instrumentos de Polícias de TIC (poli.TIC), grupo multidisciplinar que há mais de um ano pesquisa metodologias de avaliação de cidades inteligentes utilizadas por diferentes países. Segundo Angela Maria Alves, coordenadora do laboratório poli.TIC e pesquisadora do CTI, a expectativa é de que a metodologia atenda aos padrões internacionais e consiga avaliar as particularidades do contexto brasileiro.

Os pesquisadores Carolina Vaghetti Mattos, Cátia Regina Muniz, Cleide de Marco Pereira, Erico Przeybilovicz, Guilherme Bergo Leugi, Luísa Paseto, Márcia Martins Martinez e Vitor Bukvar compõem a equipe que desenvolve o projeto no CTI.


Acordo de Cooperação

O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) assinaram nesta quinta-feira (5), em Brasília, um acordo de cooperação técnica para Cidades Inteligentes. O trabalho conjunto das pastas será focado em definir conceitos e estratégias para formulação e implantação do Programa Brasileiro de Cidades Inteligentes Sustentáveis.

No MDR, está em curso o desenvolvimento da Carta Brasileira para Cidades Inteligentes, que desde agosto promove oficinas com diversos atores com o intuito de apoiar cidades do país na implementação de soluções que melhorem o ambiente urbano e a qualidade de vida da população. O objetivo é ter uma visão sobre cidades inteligentes no contexto nacional e uma orientação comum para políticas públicas e investimentos.

Para o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, a cooperação dos ministérios ajuda a combater problemas sistêmicos do país. “A escolha técnica dos ministros do governo nos permite trabalhar grandes problemas do país com a junção dos ministérios. Nós temos um país maravilhoso, mas com desafios muito grandes, que um ministério não consegue sozinho. Nós precisamos da junção dessas pastas porque esses desafios exigem vários conhecimentos trabalhando em conjunto”, disse.

Para o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, a inovação é um dos caminhos para combater desigualdades do Brasil. “Essa parceria é muito bem-vinda. Uma de nossas apostas é a inovação. Aumentar a produtividade, melhorar a qualidade de vida, reduzir desigualdades é essencial, e a inovação é o que permite que isso aconteça. A inovação só vem com ciência e tecnologia. Nós temos que plantar para um dia colher”, afirmou.

Câmara Brasileira de Cidades 4.0

Os ministérios também lançaram a Câmara Brasileira de Cidades 4.0, que faz parte do Plano Nacional de Internet das Coisas. O objetivo é reunir governos, academia, indústria, setor privado e entidades representativas para debater as melhores tecnologias para atender as cidades e aplicações inteligentes em diferentes áreas.

A Câmara será regulamentada por meio de decreto, que vai definir os participantes, governança, assim como a metodologia de avaliação do nível de maturidade das cidades inteligentes. De acordo com a definição da UIT, uma cidade inteligente sustentável utiliza as tecnologias e outros meios para melhorar a qualidade de vida, a eficiência dos serviços urbanos e a produtividade sustentável, garantindo o atendimento das necessidades das gerações atuais e futuras em relação aos aspectos econômicos, ambientais e socioculturais.

Pesquisadores do Politic em mesa de reunião

Grupo de pesquisadores do Poli.TIC - CTI  e Rodrigo Gebrin, do MCTIC

Assessoria de Imprensa do CTI Renato Archer
Cleide Elizeu
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