Fabiana Bonillha, parceira do CNRTA, participa de encontro com alunos no Colégio Rio Branco em Campinas

Publicado: Terça, 05 de Julho de 2016, 12h44

É possível aprender música com a Tecnologia Assistiva

Quando Fabiana Bonilha era ainda uma garotinha, a professora Lilian a inseriu no mundo maravilhoso da música. Com a iniciação musical a pequena aprendeu piano e flauta e seguiu em frente nesse percurso. A música extrapolou a barreira do hobby para se tornar essencial no projeto de vida da Fabiana, que é doutora em Música pela Unicamp. Agora imagine esse cenário incluindo um componente a mais: ela é cega.

“Fiquei fascinada com a possibilidade de ler as partituras em braille e transformá-las em som. A pessoa cega pode aprender música de outras maneiras, porém, acredito que ela também pode ler e escrever partituras como as outras pessoas”, conta Fabiana.

Fabiana Bonilha trabalha no Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI) em Campinas e é servidora concursada na área de tecnologia assistiva para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. Na instituição, é chefe da divisão de relações institucionais da organização, responsável pelos eventos e pela comunicação do CTI.

A professora Lilian Gazoni continuou atuando como educadora e, ao trabalhar um projeto literário com os alunos do 3º ano do Ensino Fundamental do Colégio Rio Branco, em Campinas, reconheceu a grande oportunidade de aproximar seus alunos da Fabiana.

A obra “Lin e o Outro Lado do Bambuzal”, de Lúcia Hiratsuka, traz a história de uma garotinha com deficiência visual que adora tocar flauta. Assunto perfeito para que Lilian convidasse Fabiana a contar para seus alunos que, assim como leem a partitura em tinta, é possível que pessoas cegas também aprendam a tocar usando a escrita e leitura em braille. Com esses recursos de tecnologia assistiva, caso um colega cego estivesse junto com qualquer criança da turma poderia estudar em condições de igualdade com os demais. Contar com os recursos adequados rompe as barreiras impostas às pessoas com deficiência. Além de muita diversão e música, os alunos aprenderam uma incrível lição de igualdade.