Versão aprimorada de dispositivo para experimento com neutrinos é apresentado na FAPESP Week London

O X-Arapuca, detector de luz a ser instalado no Dune (EUA), foi um trabalho de colaboração que envolveu também institutos como o CTI Renato Archer e o Laboratório Nacional de Luz Sícrontron (CNPEM)


Imagem de vaso que conterá o argônio líquido no ProtoDune, protótipo do Dune em construção no CERN, na Suíça (Foto: CERN)A Profa. colaboradora Ana Amélia Bergamini Machado e o Prof. Ettore Segreto,  do Instituto de Física “Gleb Wataghin” da Unicamp, apresentaram o projeto X-Arapuca, no Fapesp Week London, evento realizado nos dias 11 e 12 de fevereiro, em Londres. Os dois pesquisadores são os responsáveis pelo desenvolvimento do X-Arapuca, versão aprimorada do Arapuca (Argon R&D Advanced Program UniCAmp), que é um detector de luz a ser instalado no Deep Underground Neutrino Experiment (Dune), nos Estados Unidos, até 2021.

O sistema do X-Arapuca, faz parte de um experimento composto de duas fases. A primeira acontecerá no Fermi National Accelerator Laboratory (Fermilab), no estado norte-americano de Illinois, onde será construído um acelerador de partículas que vai disparar um poderoso feixe de neutrinos. No Fermilab haverá ainda um dos detectores, não muito distante do acelerador. A outra fase do experimento acontecerá 1.300 quilômetros de distância, na Sanford Underground Research Facility, em Dakota do Sul, onde haverá um outro detector. Este ficará 1.500 metros abaixo do nível do solo, preenchido com 70 mil toneladas de argônio líquido. Além dele, estarão nesse local 60 mil detectores X-Arapuca, responsáveis por detectar as partículas de luz emitidas com o feixe. Todo este sistema está sendo testado numa versão em menor escala no protoDune, em funcionamento desde setembro de 2018 na Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN), na fronteira entre França e Suíça.

O X-Arapuca, projeto financiado pela FAPESP, foi um trabalho de colaboração que envolveu também institutos como o CTI Renato Archer e o Laboratório Nacional de Luz Sícrontron (CNPEM), além de contar com os serviços de setores do próprio IFGW, como a oficina mecânica e o laboratório de vácuo. O X-ARAPUCA foi testado pela primeira vez no Laboratório de Léptons do IFGW/Unicamp, espaço que recentemente foi readaptado para o desenvolvimento de pesquisas na área de detectores de argônio liquido, a qual foi financiada pela Fapesp.

Saiba mais sobre o projeto em notícia veiculada pela Agência Fapesp aqui.

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Fonte: IFGW/Unicamp