CTI Renato Archer

14/12/2011 - Governo lança regulamento e novos editais do Ciência sem Fronteiras

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“Esse programa cumpre o papel de abrir o Brasil para mundo”, disse a presidenta da República Dilma Rousseff, nesta terça-feira (13), na solenidade de lançamento dos editais e do regulamento do programa Ciência sem Fronteiras (CsF) no Palácio do Planalto.

Na cerimônia, os ministros Aloizio Mercadante, da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e Fernando Haddad, da Educação (MEC), anunciaram as regras e os acordos firmados para viabilizar o programa, que visa a promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileiras por meio do intercâmbio de alunos de graduação e pós-graduação e da mobilidade internacional.

A solenidade teve a presença da ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e dos presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), Glaucius Oliva, e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC), Jorge Guimarães, além de embaixadores, parlamentares, pesquisadores e estudantes.

Na oportunidade, foi assinado o decreto de regulamentação do CsF, que cria um comitê para acompanhar o processo e os termos de compromisso com empresas parceiras. Também foram anunciados os 1.500 selecionados no primeiro edital do Programa Ciência sem Fronteiras, que cursarão graduação na modalidade sanduíche em universidades norte-americanas, além de dois outros editais com objetivo de trazer estrangeiros ou brasileiros que atuam no exterior.

Programa

O CsF prevê a concessão de até 101 mil bolsas de estudo no exterior em quatro anos, das quais 75 mil apoiadas pelo governo e 26 mil pela iniciativa privada, além de cursos de idioma online, presencial e no exterior. A presidenta Dilma Rousseff lembrou o esforço empreendido, nos últimos 140 dias, em especial pela Capes e pelo CNPq, para transformar em realidade a proposta anunciada em julho deste ano.

Ela destacou que o programa permite a formação científica e tecnológica e propicia o ambiente necessário para alavancar a inovação no Brasil. “Vamos precisar de homens e mulheres muito bem preparados, muito bem capacitados e que tenham condições de permitir que o nosso país adentre a economia do conhecimento, sendo capaz de produzir ciência, de inovar, de absorver tecnologia e transformar”, ressaltou a presidenta.

O ministro Aloizio Mercadante apresentou as regras do programa, que terá o mérito como critério principal de participação, tendo como base a pontuação no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) – acima de 600 pontos. Outros critérios, como medalhas de ouro em olimpíadas de ciências, Prêmio Jovem Cientista, desempenho acadêmico e conhecimento de idioma, serão levados em conta.

Segundo o ministro, 250 universidades aderiram ao programa, que tem como foco impulsionar 20 setores de áreas estratégicas no campo das ciências básicas e engenharias. Já foram definidas vagas para os Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Itália e França. As oportunidades são em cursos de graduação na modalidade sanduíche. A previsão é que cada um dos países ofereça 10 mil bolsas até 2015, sendo que para os EUA a previsão é de 18 mil.

Portal

Os editais divulgados nesta terça-feira somam 13 mil vagas, das quais 12,5 mil na modalidade graduação sanduíche nos países citados e 500 para tecnólogos no Canadá. O período de inscrições vai até 15 de janeiro de 2012. O procedimento pode ser feito por formulário via portal do CsF, que teve as informações do CNPq e da Capes integradas, conforme informou Mercadante na cerimônia.

“O portal do CNPq já tinha mais de 5 milhões de acessos procurando o programa. Agora temos um portal unificado Capes/CNPq, onde todas as informações, credenciamento dos alunos, tudo que ele e as instituições precisam fazer está apresentado”, afirmou. Confira a apresentação do ministro.

O ministro Fernando Hadadd falou sobre o trabalho realizado pelo governo para melhorar a qualidade da educação no país e apontou esse esforço como o caminho para o desenvolvimento. “A diferença entre um país desenvolvido ou subdesenvolvido, do ponto de vista educacional, é se é dado o direito à educação a quem queira ser educado. Se for dado esse direito o futuro dessa nação está assegurado”, concluiu.

 
Fonte: MCT

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