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Biblioteca do INT é piloto de programa de acessibilidade nas unidades do MCT


Notícia divulgada no Portal do Ministério da Ciência e Tecnologia:  05/02/2010

http://www.mct.gov.br/index.php/content/view/316596.html

 

A biblioteca do Instituto Nacional de Tecnologia (INT/MCT), do Rio de Janeiro, será a primeira a atender pessoas com deficiência e idosos dentre as unidades de pesquisa do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). A iniciativa faz parte do projeto Acessibilidade aos conteúdos, serviços e informações dos acervos físico e digital das unidades de pesquisa do MCT, firmado entre o ministério, por meio da Secretaria de Inclusão Social (Secis), e a Organização não governamental (ONG) Acessibilidade Brasil.

A ação visa atender a uma parcela considerável dos cidadãos, pois, segundo o Censo de 2000, 14,5% da população brasileira, que corresponde a 24,5 milhões de pessoas, tem algum tipo de deficiência ou incapacidade. O objetivo do MCT é desenvolver um modelo de acessibilidade e difundi-lo entre seus demais institutos de Ciência e Tecnologia do ministério.

O modelo piloto, no INT, envolve desde adaptações para capacitar o prédio a receber as pessoas com dificuldades de locomoção – como instalação de plataforma elevatória para cadeirantes e piso tátil para deficientes visuais – até o uso de equipamentos que permitem a leitura, escrita e navegação na internet. As adequações facilitarão o acesso físico e digital desse público ao acervo da biblioteca do INT, seguindo modelo semelhante ao utilizado na Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro.

Quatro computadores foram reservados para o público especial, equipados com o programa Windows Eyes, que lê em voz alta tudo o que está escrito na tela e ainda dispõe de uma lupa virtual para as pessoas com baixa visão. Duas dessas máquinas também estão equipadas com teclado com letras ampliadas, para este mesmo público, e mouse track ball, especial para pessoas com dificuldades motoras.

As pessoas com visão reduzida contam ainda com um vídeo ampliador, que projeta o conteúdo de livros, publicações e escritos diversos numa tela com diversas opções de contraste. Os cegos, por sua vez, podem ler numa linha braile ou ouvir o que está escrito, diretamente em um escâner do tipo Poet, ou, se preferirem, gravar o arquivo em formato mp3 para escutar depois ou consultarem quantas vezes forem necessárias.

Para pessoas com tetraplegia, doenças neuromusculares ou paralisia cerebral, com limitação de movimentos nas mãos, um folheador automático garante a passagem de folhas de um livro ou periódico, ao simples acionamento de um interruptor, som ou sopro.

A preparação para o atendimento ao público especial tem ainda o suporte de treinamento. As bibliotecárias Renata Abbade Pitta e Raquel da Costa Apolaro fizeram um curso na ONG  sobre como receber e auxiliar pessoas com diferentes tipos e graus de deficiência e limitações. Na quinta-feira (11) haverá nova preparação, já no local, envolvendo toda a equipe da biblioteca e do núcleo de desenvolvimento social.

Segundo a coordenadora de Articulação e Representação Institucional, Andréa Lessa, responsável pelo desenvolvimento do projeto no INT, o centro de atendimento às pessoas com deficiências estará aberto provavelmente a partir de março. “O Instituto foi escolhido como instituição piloto do projeto tanto por ser reconhecido como importante pólo de desenvolvimento tecnológico, inovação e capacitação, como por suas iniciativas na área de desenvolvimento social e geração de tecnologias assistivas”, ressalta Andreá.

O projeto Acessibilidade firmado se baseia na Lei 5.296/2004, que define acessibilidade como condição para utilização, com segurança e autonomia, total ou assistida, dos espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, das edificações, dos serviços de transporte e dos dispositivos, sistemas e meios de comunicação e informação, por pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida.