Demonstrações marcam inauguração da nova capacidade da rede Ipê

Uma cirurgia acompanhada em tempo real por três equipes em diferentes regiões do país. A veiculação de um jogo de futebol gravado em altíssima definição. Uma transmissão de dados equivalentes a vários CDs, entre pontos distantes milhares de quilômetros, em um minuto. Essas três demonstrações marcaram a inauguração da nova capacidade da rede acadêmica nacional, a rede Ipê, nesta quarta-feira (13), com presença do ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, em Brasília – e deram uma noção do que é e do que será possível fazer com esse instrumento.

A rede Ipê, operada pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP/MCT), conecta por meio de fibra óptica mais de 500 instituições de ciência e tecnologia, educação superior, educação e cultura. As conexões multigigabits (acima de 1Gbps) da rede atendem agora a 24 unidades da federação, incluindo todas as capitais das regiões Nordeste e Centro-Oeste e alcançando a região Norte. A ampliação em 280% da capacidade agregada da rede foi viabilizada por parceria com a empresa de telecomunicações Oi e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Também participaram da cerimônia, na Biblioteca Nacional, o ministro da Educação, Fernando Haddad, o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, o presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg, o diretor da RNP, Nelson Simões, o diretor de Assuntos Internacionais da Oi, Luiz Perrone, o secretário de Política de Informática do MCT, Virgílio de Almeida, o coordenador-geral de Cultura Digital do Ministério da Cultura, José Murilo Filho, o coordenador da Rede Universitária de Telemedicina, Luiz Messina, e o coordenador de Projetos de Cultura da RNP, Alvaro Malaguti.

“O maior valor dessa rede não é a infraestrutura em si, mas as instituições interligadas por ela – assim como o melhor da árvore é a floração”, comparou Nelson Simões, remetendo ao nome da rede. “Há uma enorme oportunidade de transformar a realidade brasileira, a vida das pessoas, a partir da qualificação de professores e alunos.” Ele apontou como grande desafio da RNP, nos próximos anos, levar esses benefícios para os campi além das grandes cidades.

Para o ministro Aloizio Mercadante, esse instrumento representa “tecnologia portadora de futuro” e se potencializa com políticas como a que visa a permitir que todo aluno tenha acesso à internet por meio de uma tablet ou um computador portátil. Ele ressaltou também a o potencial do mercado mundial representado pelas tecnologias da informação e da comunicação. “O Brasil precisa entender que, quando estamos patrocinando a inclusão digital de 69 milhões de pessoas, somos também uma oportunidade estratégica para negócios.” Por isso, disse, o MCT tem centrado esforços em adensar a cadeia produtiva, “do semicondutor ao display”.