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Projeto de pesquisa com CTI e Petrobrás resulta em depósito de patente

  • Publicado: Segunda, 13 de Fevereiro de 2017, 16h31
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O CTI e a Petrobrás, desde 2012, mantêm um convênio de cooperação para desenvolvimento de corpos de provas porosos para serem usados como padrões físicos em experimentos voltados para aumentar o rendimento da extração de óleo e gás, mesmo em poços considerados exauridos para serem explorados com as tecnologias atuais.

Dessa cooperação resultou um pedido de patente (BR 10 2016021330 4) cuja invenção é a construção dos corpos de prova com alto controle das características de poros (tamanho, geometria, interconexões e distribuição espacial). Tal controle pode ser obtido apenas com o emprego da manufatura aditiva, também conhecida como impressão 3D.

Esses corpos de prova sintéticos, feitos com impressão 3D vêm dando ímpeto às pesquisas em área tecnológica conhecida como “corpos de provas sintéticos” que constituem em alternativa técnico-econômica muito vantajosa, comparativamente aos corpos de prova naturais que vem sendo usados intensivamente, até então, pela Petrobrás em suas simulações físicas de extração de óleo e gás.

Os corpos de prova naturais, além de não apresentarem as características físico-químicas regulares e constantes para serem tipificados como padrões de fato, são provenientes de jazidas disponíveis em poucos países e a importação, além de onerar as simulações, resultam em dependência tecnológica em área estrategicamente sensível para o Brasil.

A pesquisa no desenvolvimento dos CP3S, acrônimo criado pelos inventores para designar “Corpos de Prova Permoporosos Padrões Sintéticos” transcende um único projeto e constitui-se numa linha de pesquisa de longo prazo.  Além das simulações de recuperação de óleo e gás, os CP3S poderão, também, ser usados em simulações de exploração de águas de aquíferos e, adicionalmente, a construção de filtros especiais e materiais leves com estrutura celular para uso, por exemplo, no setor aeroespacial.

A Petrobrás vem demonstrando crescente interesse na utilização da impressão 3D em outras áreas de aplicações da empresa.

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