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Método criado por alunos ajuda a desinfetar água

  • Publicado: Segunda, 11 de Julho de 2016, 11h03
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Estudantes da Etec Bento Quirino, em Campinas, desenvolveram um método, com uso de energia fotovoltaica, para a produção do cloro necessário à desinfecção da água armazenada nas cisternas que abastecem o semiárido brasileiro. Os jovens, de 16 e 17 anos, conseguiram uma bolsa de estudos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a orientação de professores do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), o apoio do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI) e estão prontos para a nova fase do projeto: a automação da produção do cloro.

“A gente queria desenvolver uma forma de aquela população que vive no semiárido utilizar o cloro de maneira segura”, disse a estudante Beatriz Ruscetto. “O governo investiu muito naquela região com a entrega de mais de um milhão de cisternas, mas detectamos uma falha no programa, que foi o fato de poderem armazenar água mas sem ter um tratamento microbiológico”, afirmou. Sem isso, o risco de doenças é alto, segundo o jovem Gabriel Gertrudes Trindade, como diarreia, febre tifoide, hepatite A, salmonela. “A população até recebe um kit com cloro, mas nem sempre usa de forma correta”, contou Matheus Henrique Cézar da Silva.

Com isso em mente, pensaram em desenvolver um tratamento de baixo custo para a desinfecção com cloro, a partir de eletrólise (processo que decompõem os elementos presente na água por efeito da passagem de uma corrente elétrica pela água). Orientados pelo professor Edson Duarte, do IFSP, montaram um equipamento usando tubos de PVC para colocar água com cloreto de sódio (sal) e, por meio de eletrólise separar o cloro do sódio. O cloro, na forma de gás, é injetado na cisterna e trata a água.

Para conseguir a energia necessária à eletrólise, instalaram uma célula fotovoltaica que trabalha utilizando a energia solar. “Nossos cálculos mostram que com 5,5 quilos de sal e 18 litros de água é possível produzir cloro suficiente para desinfectar uma cisterna de 16 mil litros de água. Esse volume é suficiente para abastecer uma família de seis pessoas por 8 meses”, disse Beatriz.

O projeto já foi premiado. “A ideia, quando começaram a desenvolver esse projeto, é que ele possa ser replicado, que as famílias possam até mesmo fabricar o equipamento e ter um método seguro de tratar a água”, disse o orientador dos jovens, Edson Duarte. O tratamento é um dos 15 projetos em andamento com jovens do Ensino Médio que recebem bolsas, financiamento de pesquisa e orientação de professores do IFSP. Eles integram um programa maior, do CTI Renato Archer, chamado Wash, uma espécie de workshop de aficionados em software e hardware, explica o diretor do CTI, Victor Mammana. Esse programa, segundo ele, usa ferramentas científicas, tecnológicas, lúdicas e culturais para estimular o desenvolvimento do aluno de forma multidisciplinar.

Todo sábado, as 9h as 12h, eles trabalham nos seus projetos de iniciação científica e também atuam como monitores de crianças que vão ao CTI aprender a fazer jogos de computador.

Fonte: Correio Popular

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